Torres Del Paine, Chile

INTRODUÇÃO

A história que descrevo a partir deste post retrata o trekking realizado nos primeiros dias de Fevereiro 2015. Provavelmente algum leitor deste humilde blog já terá ouvido falar do famoso Parque Nacional Torres Del Paine, na Patagonia Chilena. O que muitos, aos quais se une o que vos escreve, não tem muito claro é como realizá-lo, quando, como e por que. As informações na internet são várias, escritas desde os mais hábeis caminhantes do planeta aos iniciantes da prática de trekking, e pra mim tudo soava muito confuso. Tive a oportunidade, então, seja pela proximidade em que me encontro (Punta Arenas, região de Magalhães, extremo sul do Chile) seja pelos dias livres de minha atual dedicação (guia de expedição do Cruzeiro Australis – ver mais infos aqui), e decidi conhecer este tão falado Torres Del Paine.

Não consegui pesquisar muito sobre o Parque. No máximo consegui alguns mapas pesquisando no Google e alguns relatos dos que haviam feito algum tipo de atividade na regiao, porém como não sou muito paciente com esse tipo de pesquisa, resolvi arrumar a mala (que já estava meio caminho andado, já que acabava de retornar de Valparaíso) e fui ao centro de Punta Arenas comprar meu bilhete para Puerto Natales, pequena cidade de onde parte a grande maioria de viajantes que pretendem conhecer o Torres Del Paine. O que vou descrever a seguir, por meio de fotos, vídeos e relatos, mostra como essa foi uma das minhas grandes experiências morando nessa regiao, no extremo sul do continente americano.

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Ao chegar em Punta Arenas, recebi um email de minha companhia, dizendo que teria ao menos 5 dias para me alojar na cidade, até que houvesse alguma vaga na Equipe de Expedicao e aí sim me poderia embarcar novamente, após passar quase 1 mês em Valparaíso. Quando me dei conta disso e que, além de tudo, teria que arcar com os custos desta hospedagem, pensei que seria uma ótima oportunidade para realizar esse sonho. O Torres Del Paine se tornava cada vez mais real e, com mochilão nas costas, cheguei em Puerto Natales. Digamos que não estava tão preparado, já que não estava com minhas roupas impermeáveis e não sabia muito o que esperar. Mas como descrever essa sensação de temor e liberdade que não deixa de me acompanhar?

Recém cheguei nesta pequena cidade, por volta das 22h, fui a um super mercado próximo da estação para comprar os mantimentos para o meu objetivo recém traçado: 4 dias de caminhada pelo parque, realizando a tão falada Trilha “W”. A passagem de ida entre Punta Arenas e Puerto Natales, de aproximadamente 3h, me custou $5.000 pesos chilenos. Depois de fazer as compras básicas (água, comidas enlatadas e semi prontas, barras de cereal, alguns biscoitos e salgados) fui ao centro procurar alugar o que eu precisaria para os 4 dias a seguir (os valores são pelo aluguel de 1 dia e em pesos chilenos):

  1. Barraca para 1 pessoa: $3.500
  2. Saco de dormir: $2.000
  3. Isolante térmico: $1.000
  4. Equipamento cozinha: $1.000
  5. Cozinha portátil: $1.000
  6. 1 Gás pequeno (e um outro metade que o dono da agencia me deu): $3.000

Estes preços estavam relativamente em conta, comparando com outras agências ao redor e que devido ao horário já estavam fechadas. Se chama Agência Teresa e se encontra em frente a Catedral e praça no centro de Puerto Natales. Em horário comercial, se encontram diversas outras agências e a ideia é sempre pechinchar no preço ou pesquisar um pouco. Como eu não tive muitas opções, tive que alugar isso mesmo e que, ao longo da caminhada, se mostrou fundamental.

Alem disso, tive 1 noite em um hostal perto da estação de ônibus, pagando $10.000 pesos e também havia já comprado o ônibus que leva até a Entrada do Parque ($8.000 ida e volta, pechinchando em uma das muitas agências da estação que fazem esse trajeto cotidianamente). Por fim, também já estava contando com a entrada ao Parque, que custa $18.000 para extranjeiros (chilenos pagam $5.000) a serem pagos ao chegar na entrada.

Ao final do relato deixarei uma pequena tabela com os custos básicos dessa experiência. Considerando os diversos fatores, se trata de uma experiência relativamente cara, principalmente se não temos barraca e equipamentos de acampar. No meu caso, esta era a minha chance de viver esta experiência e estava justamente com o salário relativo ao meu primeiro mês embarcado.

Ou seja, simbora que o tempo é agora!

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