Trilha “W” no Torres del Paine | DIA 2

DIA 2 (01/02/2015)

Camping “Italiano”

“São 22h da noite e já estou devidamente acomodado em minha barraca, no Camping “Italiano”. Já está bastante escuro mas quero ao menos deixar algo registrado desse dia que foi tão importante pra mim, justamente por ter sido tão difícil e cansativo. Foram praticamente 9h de caminhada (e descansos, é claro”) e sinto minhas costas doloridas. O peso da mochila se fez presente, mas sempre seguimos em frente, com positividade e incansáveis em nosso objetivo.

…Tenho meus ombros echo mierda, mas faz parte. É lindo sentirse assim…”

Assim começo o relato deste segundo dia no Torres Del Paine. Saímos do Camping Las Torres por volta das 8h da manha (acordei as 6h) e acompanhado do brother Diego, seguimos nossa trilha “W”, já sabendo que nosso dia ia ser duro. Nosso objetivo era relativamente ousado: chegar no Camping “Italiano” o mais cedo possível, já que se trata do segundo camping grátis do parque. Neste, não é necessário fazer reserva e justamente o que temíamos era que pudesse ficar lotado antes de chegarmos. Porém ao final chegamos bem (e cansados).

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Seguimos a trilha como manda o mapa, sem muitas dificuldades e problemas com orientação. Aliás, este é um ponto que me chamou a atenção no Parque. As trilhas estão bem demarcadas e são de fácil compreensão, creio que até uma maneira de assegurar que os viajantes realmente só possam trilhar por ali. O que, de fato, mais cansou ao final de tudo foi o peso das costas, quase 20kg, subindo e descendo por um terrenos irregular, muitas vezes com pedras, árvores e outras cositas más pelo caminho. Lembro que vínhamos conversando eu e o Diego sobre a influencia de nossa mente nestas horas, portanto sempre tratei de concentrarme na respiração e nos pensamentos positivos para seguir bem.

Ao descer do Camping “Las Torres”, um pouco depois de passar pelo Camping “Chileno”, tomamos um atalho para a direita, que indicava justo nossa rota, o Camping “Cuernos”, distante 2 horas mais do nosso verdadeiro objetivo, o “Italiano”. Tinhamos claro que os benefícios de chegar neste último eram enormes, seja financeiramente (é um dos dois campings grátis do Parque), seja pela otimização da caminhada no dia seguinte, porém também levamos em consideração a estadia no Camping “Cuernos” (este sim, pago), caso estivéssemos muito cansados para seguir até o Italiano.

Na parte inicial, a caminhada é relativamente fácil, tranquila e bem bonita, com uma mudança drástica de vegetação e clima. Aqui começamos a ver os arbustos floridos que iriam nos acompanhar durante nossa larga jornada, diferente da paisagem do primeiro dia, muito mais seca e áspera. Foi aqui que, aproximadamente 3h depois, começamos a enxergar os famosos “Cuernos”, lindas montanhas que caracterizam o parque, seja por sua morfologia, sua cor e sua imponência. Nesta caminhada de hoje, também fomos acompanhados pelo lindo e azulado Lago Norderskjold, nomeado assim em honra a um famoso explorador e cientifico, proveniente do norte da Europa. Impressionante a cor deste lago glacial, realmente é de se expandir a beleza deste parque.

Chegamos, assim, neste primeiro Camping, o “Cuernos, por volta das 14h. Vale salientar que saímos do “Torres” as 8h e só tivemos uma ou duas paradas significativas. Descansamos bastante (por volta de 30 minutos) e comemos algo, para logo depois seguir nossa caminhada para o Camping “Italiano”. Estávamos ansiosos por chegar, seja para descansar mas também porque no dia seguinte nos esperava um dia muito mais tranquilo, sem o peso de nossas mochilas pois o plano era deixa-las no camping, enquanto subiríamos ao Mirante Britanico, cruzando o Vale Frances. Por fim, por volta das 18h, chegamos no camping onde me encontro agora, o Italiano, de frente a um forte rio de degelo que desce com sua forca imponente dos glaciares que se encontram em nossa frente. Podemos admirar esta linda montanha e estes glaciares com extrema facilidade e penso que não é todos os dias que podemos estar em um lugar como este.

Fazemos nosso check-in no Camping, armamos a barraca e trato de fazer um pouco de higiene pessoal. É interessante constatar que ambos os campings grátis não possuem estrutura para tomar banho, assim improvisei alguma maneira tosca de tirar a poeira e o suor do corpo e já estava pronto para preparar meu merecido jantar. Nos esforçamos bastante nesse dia, mas valeu a pena. Ao confirmar que realmente poderíamos deixar nossas mochilas no Camping na manha seguinte, cujo plano era ir chegar ao Mirante Britanico e estar de volta para seguir até o Camping Paine Grande, foi de grande alívio. Lembro de um velho amigo de Ushuaia, que me dizia todas as manhas: “hoy será um gran dia”.

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Fui ao rio,
encher a panela
e as garrafas,
com água do rio.

Campamento Italiano | Dia 2
01/02/2015

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