Bauhaus, first Design school in the world

EXTEMPORALE ZONE
Reprasentation der Ewigkeit in jedem augenblick Uchronie vor Utopie

Você imagina o que pode significar a Bauhaus para um designer?
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Can you imagine what could mean the Bauhaus for a designer?

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Série: Bauhaus-archive Museum, Berlin Jul 2016

Falar sobre gestalt, arte, arquitetura, artes plásticas, design, disciplina, conceito e educação sem lembrar da influencia da histórica presença da Bauhaus nas artes aplicadas?

“A forma segue a função”, disse certa vez o arquiteto proto-moderno Louis Sullivan. Este principio do design funcionalista foi uma das práticas mais aplicadas na fundação e consolidação desta escola, resultado de embates filosóficos e artísticos no campo das artes aplicadas, e daria vida a um verdadeiro estilo arquitetônico e artístico, contribuindo de forma grandiosa ao estabelecimento de disciplinas como Arquitetura e Desenho Industrial na sociedade ocidental. E é por isto que este humilde viajero que vos escreve neste momento, o faz com certa paixão e admiração, quase um orgulho de haver podido conhecer o Bauhaus-archiv Museum für Geltaltung em Berlim, Alemanha.

No contexto das profissões ligadas ao projeto, a forma segue a função parece expressar um claro bom senso. Ou seja, para atender as necessidades gerais da sociedade, o projetista deve configurar a forma a partir da função específica do objeto a ser produzido. De uma certa maneira, a visão funcionalista pode libertar a forma de uma miopia projetual, mas pode também, em uma análise mais atenta, ser um princípio problemático.
Fonte: Wikipédia

Uma das questões que mais me fascinam com relação a Staatliches-Bauhaus é que nos referimos a um período de intensa mudança na idealização, linguagem e comunicação de objetos e artes aplicadas, como bem lembram os edifícios projetados pelo próprio fundador da escola, o arquiteto alemão Walter Gropius, entre os anos 1919 e 1933 . Estas construções tinham a função primordial de difundir os preceitos estabelecidos na escola, apresentando espaços funcionais, projetados com linguagem moderna e “atemporal” e, acima de tudo, com o poder simbólico que transforma a Bauhaus em uma verdadeira relíquia dentro da história da Arquitetura e do Design.

Fundada em 25 de Abril de 1919, grandemente subsidiada pela República de Weimar, governo vigente na Alemanha nesta época, a Bauhau teve, durante sua existência, 3 sedes em diferentes cidades alemãs: primeiramente Weimar (1919-1925), Dessau (1925-1932) e, por fim, Berlim (1932-1933), onde sofre as consequências de ser considerada uma “escola comunista” pelo regime nacional-socialista.

[…] Em 1933, após uma série de perseguições por parte do governo nazista, a Bauhaus é fechada, também por ordem do governo. Os nazistas opuseram-se à Bauhaus durante a década de 1920, bem como a qualquer outro grupo que não seguisse sua orientação política. A escola foi considerada uma frente comunista, especialmente porque muitos artistas russos trabalhavam ou estudavam ali. […]
Fonte: Wikipédia

Ao longo destes anos, artistas e artesãos – lembrando que o principal preceito da escola era verdadeiramente aplicar as artes e os oficios na projetação de objetos funcionais e belos, reconhecidos quase que por sua essência e, por assim dizer, sua beleza interior – criaram dentro desta escola verdadeiros ateliês de artes e ofícios, gerando debates filosóficos e artísticos acerca dos bens de consumo e como estes deveriam ser projetados da melhor forma para ampliar seu consumo pela sociedade. Daí quem sabe ter chamado a atenção do poder totalitário nas mãos de Adolf Hitler e teve seu fim marcado pelas difíceis condições políticas e sociais vigentes na Alemanha dos anos 30 e 40. Muitos de seus professores e alunos tiveram que mudar-se para países com melhores condições de vida, como Estados Unidos e Suíça, e muitos continuaram aplicando seus ideais na sociedade. E este é o maior legado que a Bauhaus deixou para nossa história.

Apesar de ter passado por diversas alterações em seu perfil de ensino à medida que a direção da escola evoluía, a Bauhaus, de uma forma geral, acreditava que os seus próprios métodos de ensino deveriam estar relacionados às suas propostas de mudanças nas artes e no design. Um dos objetivos principais da Bauhaus era unir artes, produzir artesanato e tecnologia. A máquina era valorizada, e a produção industrial e o desenho de produtos tinham lugar de destaque.
Fonte: Wikipédia

Como descrever projetos arquitetônicos e de design, como as poltronas projetadas pelo arquiteto alemão Mies van der Rohe, que visando a otimização dos recursos e processo na fabricação de um bem de consumo, gerou uma verdadeira “inovação” (pensando que este termo nem existia na época x-) para solucionar e criar uma cadeira vendida hoje como artigo de luxo. Ou ainda pensar na contribuição de artistas gráficos como o pintor e fotógrafo húngaro László Moholy-Nagy, o famoso pintor russo Wassily Kandinski ou o artista e poeta suico (naturalizado alemao) Paul Klee, que hoje temos como referencia consolidada na nossa linguagem visual e artística.


Como chegar na Bauhaus-archive Museum

O arquivo da Bauhaus em Berlim se encontra facilmente localizada entre o bairro central de Berlin-Mite, caminho sul do Tiergarten, este grande parque no centro da cidade.

Berlim, como já sabemos, é uma cidade fantástica e seus museus realmente são incríveis. São necessário ao menos 5 dias nesta cidade, principalmente se sua intenção é conhecer os museus da cidade, que são muitos e diversos. E foi no museu da Bauhaus que decidi comprar meu Museum Pass Berlin, passe livre para vários museus custando 19,50 EUR.

ATENÇÃO: Leve em consideração que as entradas para museus valem entre 8 a 12 euros, ou seja, com 3 museus já valeu a pena – mas lembre-se de checar na lista dos museus se os que são interessantes pra você estão nela, pois existe outro cartão também.

De fato, o Bauhaus-archive estava dentro dos meus planos pois, como designer industrial que sou, não poderia deixar de conhece-lo. A pena mesmo é que não é possível tirar foto da exposição localizada em uma ampla ala do edifício, repleta de registros históricos, protótipos e maquetes de diferentes projetos idealizados na escola, mostrando a diversidade da escola: partindo da arquitetura, passando pelas artes aplicadas, fotografia, pintura, desenho industrial e chegando até mesmo à musica e ao teatro, nos deparamos com resultados estranhos, poéticos, engenhosos ou simplesmente funcionais e inovadores. Sabemos bem que o conceito de beleza é subjetivo e é por isso que neste relato deixo claro que não se trata somente disso. Estamos falando de algo mais profundo e ancestral, até mesmo inconsciente. E os resultados mostraram à sociedade que nosso intelecto construtivo poderia servir para algo mais.

E, cá entre nós, em tempos de “prédio de vidro” e especulação da vida urbana, nada mais sensato que pensar não só na função dos objetos que nos rodeiam mas também pensar em nossa função dentro da existência coletiva.

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No final da visita, até este simpático ser me veio dar adeus…

As fotografias do edifício externo da Bauhaus-archive Museum pertencem ao Viajandonaviaje.com, porém as demais imagens foram encontradas em GoogleMaps.

Viajando na Viaje, Jul 2016 .:. Designing the future

 

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