Otro sentido

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La sensación es la que siento
mueve por dentro, hace calor
La cabeza no para, siempre adelante
pero la neblina que sigue su mirada
me desconcentra, en cada instante

La siento al lado
a cada paso, a cada logica
Me acompaña por la mañana
y me sigue

El lenguaje es una forma
ambigua
Un movimiento continuo
hacia el horizonte

Por eso es importante buscar
palavras con otro sentido

 

Fonte da imagem: pesquisa virtual

Escolhas e caminhos

Me quedo pensando en como la vida sigue por caminos que muchas veces no los planeamos. Se trata de saber un minimo lo que se quiere, y seguir con eso. Por ejemplo, viajar!

Dal diccionario, viajar
intr. Hacer viaje.
Hacer de viajante.
Ser transportada una cosa de un lugar a otro.

Si a uno le interesa viajar, pues que hagas eso. Nada mejor te va pasar si no tomarte un rumo desconocido, mochila en las espaldas, abierto a todas las posibilidades del universo. Tengo eso en mente toda vez que me quedo en la carretera fria, haciendo dedo. O mismo cuando acepto un hospedaje en la casa de un desconocido. Algunos dirán que así funciona: tu lo deseas, y así lo conseguirás. En palavras más sencillas, buscalo, y lo encontrarás.

Aún sigo mi viaje y ahora, en este mismo momento, sentado en frente la computadora en un lindo hostal caliente, en El Bolsón (Patagonia Argentina), pienso en cómo la vida da vueltas.
Los encuentros, las sonrisas y las miradas. Los lindos paisajes y la rara sensación de confort y pertenecimiento de frente al grande. Sí, como pequeños. Pero somos todo lo mismo. El universo que conspira.

Namastê, viajero!
El Bolsón, 23/05/2014

 

De gira por Bariloche

De gira por Bariloche

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Bicicleteando .:. Cafayate y la Quebrada de la Conchas

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Ao redor de Cafayate, regiao norte da Argentina, se encontra a Quebrada de las Conchas, uma zona montanhosa que se extende por cerca 40km, em direcao ao norte (é a mesma rota que sai de Salta e chega em Cafayate).
Essa rota é de fato um lugar muito peculiar pois, desde Cafayate, as montanhas podem ser observadas de longe, acompanhadas por uma constante nuvem densa e escura no alto. Por ali segue um caminho sinuoso, por entre as montanhas rasgadas por ventos e chuvas, que terminam por moldar toda a paisagem, exatamente como se estivessemos em um imenso ateliê de esculturas gigantes, feitas de rocha crua e natural.
Meu plano era alugar uma bicicleta (existem alguns lugares que é possível alugar), mas por sorte conheci um porteño que estava subindo para Cusco em bike, e me emprestou a sua. Foi ótimo, pois economizei essa graninha pra depois torrar em cerveja e vinho!

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Cedo pela manha, Botei a bike no onibus de linha direto à Salta (pagando um pequeno valor e nao o bilhete completo, cerca de 30 pesos) e desci na Garganta del Diablo. Daqui o caminho se faz praticamente em descida, voltando para a cidade de Cafayate.
Nesse ponto começou minha descida pela Quebrada, uma regiao de beleza paisagísitca impressionante, seguindo à Cafayate por cerca 40km, terminando com o Obelisco por volta do km 14 (ou alguma outra escultura relevante que agora nao me lembro o nome). O curioso é que o caminho todo, uma autopista bem conservada e bem sinalizada, está acompanhado por cartazes indicando o nome da escultura ou do conjunto. Fui parando, com meu próprio tempo, tirando fotos e me deliciando com as longas descidas com vento na cara. Interessante contar também como o clima varia ao longo desse percurso: no inicio, no alto da quebrada, muito vento e nuvens carregadas, quase chovendo. Após alguns quilometros, o céu se abre, dando vida ä paisagem e colorindo seus rios e sua vegetacao, sempre tendo como fundo as belas montanhas que cercam a rodovia. Por volta do km 19, a volta para Cafayate se faz mais monótona e plana, seguindo por plantaçoes de uva e planicies com criaçao de cavalos.

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El Bolsón, 23/05/2014 .:. Pasando frío!

Breve relato sobre Bariloche

Bariloche, para muitos de nós brasileiros, é sinonimo de neve, esqui e gente rica.
Em parte, pode-se dizer que essa é uma verdade. Por outro lado, nem todos os turistas que viajam por estas terra sao ricos.
Digo isso porque essa era uma idéia minha e que estando aqui agora posso dizer que é totalmente errada.

Bariloche está à beira do Lago Nahuel Huapi (Isla del Tigre, na lingua mapuche) e à sua volta se encontra uma rica paisagem montanhosa, entre os quais o Cerro Catedral, considerado um dos mais importantes da America Latina.
É uma cidade voltada ao turismo, com vários roteiros pelas montanhas e pelos vários lagos que se encontram na regiao, como o Cerro Tronador ou a cidade de San Martín de los Andes com o famoso camino de los Siete Lagos.

Estou em Bariloche há 6 noites, hospedado no Hostel Rodinia (calle Belgrano), ideal para viajeros por ser barato (80 pesos com desayuno incluido), limpo, ótima localizacao e buenisima onda, com gente de todo mundo que vem tentar a vida nessa cidade ou simplesmente se hospedar alguns dias.
Aqui também descobri o prazer de tocar na rua. Faz alguns dias que venho “ganhando a vida” tocando ukulele em paradas de ônibus e em frente a supermercados, uma ótima maneira de manter-se conectado com a cidade e também descolar um trocado para me sustentar.

Hoje, após descolar o meu “trocado ideal” tocando pela manha, fui conhecer o Cerro Campanario, há cerca de 25km do centro de Bariloche (chega-se com um ônibus de linha desde el centro). Após uma subida moderada de 30 minutos, a vista linda nos permite visualizar as várias montanhas e lagos ao redor de Bariloche.
Amanha estou de partida para El Bolsón, onde pretendo ficar uns dias e conhecer o entorno. O plano é ir pedindo carona pela famosa Ruta 40, por ser um lindo caminho, bastante usado por viajeros. Como o frio está pegando forte, creio que voltarei a Bariloche para encontrar um trabalho ou continuar tocando, deixando o plano de ir à Ushuaia para daqui uns meses.
Mas é aquela coisa, nada está definido e tudo está fluindo. Tudo está para ser escrito…

Bariloche, 22/05/2014 .:. Preparandome para bajar

Isla Amantaní en Lago Titicaca

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Arriba de la Isla Amantaní, mirando el Lago Titicaca

 

El cansacio de la bici

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Se trasforma en inspiración
Para continuar con el viaje
Hacia el desconocido

La curiosidad es el motor
Observación, plenitud
La consciencia así se liberta
De lo mismo siempre mismo
Trayendo nuevas ideas
Acerca de un mismo ideal

Abrirse al aprendizaje
Se hace importante
Una vez que la mente
Solo quiere saber más

Yo, siendo carne y hueso,
Sigo pensando.
Si elevo mi pensamiento,
Sigo pensando.

Al final, sin miedo ni satisfacción,
Puedo decir
“Ahora que lo tengo,
lo estoy disfrutando
Si mañana no lo tengo más
lo he disfrutado”

Tilcara, 09/05/2014 .:. Bicicleteando pela Quebrada de Humahuaca

Caroneando .:. Neuquén a Bariloche

Tive hoje uma outra ótima experiencia de “hacer dedo” (pedir carona) acá en Argentina, saindo de Neuquén. O interessante é que inicialmente estava pronto para ir à San Martin de los Andes, que fica um pouco acima de Bariloche, para depois seguir descendo de uma vez só. Mas como minha carona estava indo para esta ultima, que inclusive fica bem mais distante do que S.M. de los Andes, acabei embarcando em um caminhao que transportava fruta e verdura, guiado por Gabriel.

Cheguei em Neuquén por volta das 15h, vindo em um busao direto de Córdoba. Após 17h de viagem (saí de la às 22h) cheguei nessa pequena cidade. Fui direto ao guichê de passagen para ver quanto me saía para S.M. de los Andes ou Bariloche. Para S.M. nem estava tao caro (180 pesos, numa promocao de madrugada), mas para Bariloche a passagem passava de 300. Como ja contava com isso, fui mimbora pra estrada que cruza a cidade, a Ruta 22.

Como me haviam informado, um lugar interessante para pegar carona é perto de postos de gasolina nas estradas. Sendo assim, lá vou eu atrás de um posto, só nao esperava caminhar cerca de 2km, com mochilao e tudo, e nao encontrar nada. Acabei tomando um bus urbano (4 pesos) seguindo a rota, até chegar em um posto de esquina. Aí fiquei cerca de 1h30 até que um senhor parou e me levou até um pueblo distante 20km. Ali, me disse ele, conseguiria pegar um caminhao com facilidade até meu destino.

E realmente nao deu outra. Desci do carro, peguei minha(s) mochila(s) e atravessei a rua. No mesmo momento, passa um caminhao que para um pouco adiante, sem eu sequer “hacer dedo”. O senhor me informa que vai para Bariloche, penso um pouco e subo, seguindo a rotineira viagem sem rumo certo que eu venho tomando nos ultimos dias. A distância total foi cerca de 500km (cerca de 7h) até chegar no nosso destino, Bariloche, por volta das 23h. Foi uma ótima carona, conversamos de tudo, contou de sua vida, de sua(s) familia(s) – sabe como é caminhoneiro – e enfim, lo pasé muy bien.

Caminhei um pouco por Bariloche mas, cansado, fui direto atrás de um hostel. CouchSurfing infelizmente nao deu pra encontrar porque nem deu tempo de procurar. Mas já andei buscando…

Bariloche, 16/05/2014 .:. Recién llegado de Córdoba

Quantas vezes…

Quantas vezes nos atrevemos a sonhar?

A sair da mesmice, largar tudo e se mandar pro lado de lá?

Fugir, abrir os olhos, ficar atento, ter medo, ter frio

Tudo está acontecendo agora, nesse momento

E aí eu te pergunto:

¿Te atraves a soñar?

 

Bariloche, 16/05/2014 .:. Recién llegado de Córdoba